09 ago 2018

Como você quer viver a 2ª metade da sua vida?

LIFESTYLE > Resignifica

Fiz 36 anos em junho. T-r-i-n-t-a-e-s-e-i-s. Continuo jovem? Sem dúvida! Mas não deixa de ser o começo da 2ª metade da minha vida e embora o que carregamos no peito não tenha idade, congelar o tempo ainda não é possível.

Com tantas coisas que aconteceram esse ano e também com a maturidade, eu comecei a questionar muitas coisas: minha rotina, meus hábitos, minha alimentação, minha saúde, minhas escolhas, meus pensamentos, minhas atitudes, meus excessos. Pra cada pessoa esses questionamentos vem em fases diferentes e determinados acontecimentos pessoais influenciam pra que essas reflexões comecem antes ou depois da maioria.

Nessa busca pelo autoconhecimento eu fui encontrando muitas respostas, muitas coisas boas e uma porção de outras que preciso melhorar. Foi aí que veio aquele “click”, aquele que faz você se dar conta em segundos do quanto já viveu, do quanto falta por viver e ao mesmo tempo que já não se tem todo o tempo do mundo como se imaginava.

Se você ainda está na casa dos 20 anos, vai achar esse post exagerado ou até mesmo sem sentido. Esquenta não, eu já pensei como você. Inclusive essa frase que eu disse agora eu imaginava que só fazia parte da vida dos idosos. Mas é porque até a década dos 20 é comum se sentir com super poderes, com tempo pra tudo e com a falsa sensação – mesmo que insconsciente – de que tudo dura eternamente. Mas vai por mim! De repente vem uma avalanche de consciência, onde tudo ganha sentido, urgência e significado e aí você começa a pensar nas coisas que eu penso agora.

E foi assim que decidi fazer dos meus 36 anos o 1º ano da segunda metade da minha expectativa de vida. Entrei numa segunda etapa e se eu não encarar isso como um renascimento estarei desperdiçando esse previlégio. Porque mesmo que os 30 sejam os novos 20 e assim por diante, o tempo e o que fazemos dele, continua implacável.

Entre tantas coisas, resolvi melhorar minha alimentação porque daqui pra frente é ela que vai estampar a qualidade da minha pele, do meu sangue e dos meus exames médicos. Também coloquei a atividade física dentro da rotina diária. Assim como todos os dias eu preciso escovar os dentes, tomar banho e comer, preciso exercitar o meu corpo e mostrar pra ele que eu continuo apaixonada pela vida e determinada a usar o máximo que eu puder de sua capacidade. Não se trata mais apenas de vaidade – algo que sim nos deve acompanhar até o último fôlego – mas de pulsar vida em todos os poros.

Já não quero mais acúmulos nem de objetos e menos ainda de pessoas que não agregam valor. Já não quero comprar só porque está em promoção nem escolher algo porque todo mundo escolhe. Não quero excesso de festas e sim celebrar as coisas mais simples que a agitação dos primeiros anos não me permitiram dar o devido valor.

Já não quero trabalhar apenas para ter dinheiro, pagar contas ou fazer valer um diploma. Quero ser a melhor no que faço não apenas porque isso vai melhorar a minha carreira mas porque vai me trazer realização. Já não quero transformar as coisas que mais amo em profissão porque quero ter o prazer de olhar pra elas como algo que acompanha a leveza dos meus dias, sem precisar de metas ou compromissos pra que elas sejam realidade e pra que tragam rentabilidade. Também quero usar meus talentos e conhecimentos em algo social. É na 2ª metade da vida que temos a chance de deixar um legado, de fazer história.

Ainda quero viajar o mundo, fazer e desfazer as malas muitas vezes. Quero enriquecer minha vida de culturas e de empatia pelas diferenças. Mas quero dentro do possível deixar uma marca nos lugares por onde passo, talvez trabalhando como voluntária em algum destino. Também quero desbravar o mundo em família, ainda mais porque já levo muitos anos morando no exterior. É incrível como essa fase da vida te faz valorizar os laços de sangue.

Quero investir no meu crescimento emocional e espiritual. Quero me conectar com o que realmente importa, aprender a ser feliz apesar dos problemas e sentir paz mesmo com tudo desmoronando ao redor porque é possível. Aprendi que nos tornamos especialistas em tudo aquilo que praticamos, portanto a quantidade de vezes que nos envolvemos em situações de rancor, desconfiança, reclamação, crítica e pessimismo, vai nos tornando especialistas nesses assuntos e os especialistas atraem tudo aquilo a que se dedicam.

Estou começando o 1º ano da segunda etapa da minha vida aonde quero me esforçar para viver pra mim, ser bonita pra mim, decidir como quero ser vista, como quero ser admirada, como quero que seja o meu trabalho, como quero contribuir com a minha saúde e sociedade, como quero falar com as pessoas, como quero ser lembrada por elas.

Quero investir cada segundo na realização dos meus sonhos, na minha autoestima, na minha capacidade de me considerar única sem precisar viver me comparando com ninguém. Quero decidir viver um bom dia ao invés de desejar isso pra todos só porque é educado. A decisão muda a nossa atitude e faz tudo acontecer.

Quero ser genuinamente feliz, sem competir com ninguém, sem levar na bagagem nada além do necessário. Quero terminar o dia agradecendo por ter sido tão intensamente bom e não porque finalmente acabou. Estou resignificando meus dias.

Ei Vida, acabei de renascer! Você já sabe como isso funciona: primeiro engatinha, depois tenta andar, cai, levanta e segue o jogo. A diferença é que agora eu já tenho uma base, memória seletiva e foco no que importa. Obrigada por ter aberto meus olhos e por ter me preparado para o que vai começar. Só peço que independente da fase em que cada um que me lê esteja, que eles também consigam entender que já está mais do que na hora de aceitar que o tempo não volta mas que só depende deles o rumo que as coisas vão seguir.

Que o mundo entenda a importância da 2ª metade da vida!

Fê La Salye
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